Um psicólogo explicou por quê as crianças da década de 90 pensavam diferente da Geração Z. Os jogos que você jogou quando criança literalmente reorganizaram seu cérebro.

Texto retirado e traduzido da página do Instagram @itswealthyeducator

12/12/20252 min read

Um psicólogo explicou por que as crianças dos anos 90 pensam de modo diferente da Geração Z.

Os jogos que você jogou na infância literalmente reorganizaram seu cérebro.

Eis o que mudou:

Ele disse que as crianças dos anos 90 jogavam jogos que forçavam o cérebro a falhar e tentar novamente.

Mario, Sonic, Prince of Persia — você tinha 3 vidas, sem salvamentos, sem dicas.

Quando você perdia, aprendia paciência, planejamento e tolerância à frustração.

Hoje muitos jogos guiam as crianças passo a passo, salvam automaticamente a cada 10 segundos e removem o desafio real.

Tetris, Doom, Quake, Zelda — você não tinha mapa, nem setas de direção.

Você lembrava layouts, padrões, segredos.

Cientistas agora mostram que esses jogos fortaleceram o hipocampo — a parte do cérebro responsável pela memória e navegação.

Os jogos modernos frequentemente oferecem linhas luminosas, setas de GPS, assistentes de voz.

As crianças seguem instruções em vez de descobrir por conta própria.

Você precisava parar quando falhava.

Hoje os jogos são infinitos — Fortnite, Roblox, Genshin, Minecraft — feitos para manter a atenção para sempre.

Isso treina um circuito diferente: em vez de concluir tarefas, as crianças ficam viciadas em estimulação constante.

Um pai disse: “Meu filho nunca sabe quando parar. O jogo termina com ele — ele não termina o jogo.”

Isso nunca acontecia com o SEGA ou o PlayStation 1.

Nos anos 90, os jogos eram sociais na vida real.

Você ia à casa de um amigo, sentava no mesmo sofá, discutia pelo controle, compartilhava segredos, passava fases juntos.

Hoje as crianças jogam sozinhas com um headset, cercadas por milhares, mas conectadas a ninguém.

Psicólogos observam mais solidão em crianças que jogam apenas online, comparado às que jogam offline lado a lado."

"Ele acrescentou que os jogos dos anos 90 ensinavam recompensa tardia: esperávamos semanas por uma nova fase na revista e meses por um novo jogo.

Hoje as crianças recebem dopamina a cada minuto — skins, caixas de recompensa, prêmios, melhorias.

O sistema nervoso adapta‑se ao prazer rápido, e a vida real parece lenta.

O terapeuta disse: ‘As crianças dos anos 90 ficaram pacientes. As de hoje ficam superestimuladas antes dos 10 anos.’"

"Os jogos dos anos 90 exigiam foco por horas para passar um nível.

Sem notificações. Sem pop‑ups. Sem anúncios.

Os jogos atuais são projetados com gatilhos psicológicos — passes de batalha, recompensas diárias, mecânicas de FOMO.

As crianças jogam porque o jogo é criado para mantê‑las presas.

Por isso a Geração Z tem o menor tempo de atenção já registrado."